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Mostrando postagens de outubro, 2025

Ilhota Antes da Colônia Belga: A Saga do Latifundiário e Escravocrata Tenente Coronel José Henrique Flores e o Poder que Ele Gerou em Santa Catarina

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Ilhota, um Terreno Moldado pela História e pela Elite Imperial A história do município de Ilhota está intrinsecamente ligada à vida e aos vastos domínios do Tenente Coronel José Henrique Flores . Longe de ser uma terra desabitada, a região era o centro de um dos maiores latifúndios escravocratas do sul de Santa Catarina na primeira metade do século XIX, a Fazenda Boa Vista do Pocinho . Tenete Coronel Henrique Flores A biografia de Flores não é apenas um registro de posse de terras; é uma crônica sobre a transição do poder imperial escravocrata para a colonização europeia, e o surgimento de uma das mais importantes dinastias políticas do estado. I. A Chegada da Elite e o Gigantesco Dote Imperial (A Origem do Poder) A ascensão de José Henrique Flores no Vale do Itajaí foi impulsionada pelo seu casamento e conexões com a alta sociedade do Brasil Império, mais do que por esforço local. O Casamento e o Dote da Sesmaria. Flores se casou com Maria Clara Conceição Breves da Silveira , uma mulh...

30 anos do show dos Mamonas Assassinas em Blumenau: o dia em que a Prainha virou mar de gente.

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 Há exatos 30 anos , Blumenau viveu uma das noites mais marcantes de sua história musical — e talvez você se lembre dela. No dia 22 de outubro de 1995 , a banda Mamonas Assassinas , que pouco depois conquistaria o Brasil inteiro com seu humor irreverente e energia única, subiu ao palco da Prainha durante o Skol Rock Festival . O que se viu foi uma multidão impressionante: cerca de 42 mil pessoas lotaram as margens do Rio Itajaí-Açu para cantar, rir e dançar junto com Dinho, Bento, Júlio, Samuel e Sérgio. A apresentação fez parte de um festival que já era tradicional durante a Oktoberfest, mas naquele domingo foi diferente. O organizador Fabrício Wolff , em entrevista ao O Município Blumenau , contou que os Mamonas não estavam no line-up inicial: “Foi um irmão meu que morava em Porto Alegre que me ligou um dia e perguntou se eu já tinha ouvido Mamonas Assassinas. Eu fui atrás, liguei pros caras e acabei fechando o show. Eles pediram R$ 8 mil, mas o sucesso cresceu tão rápido que...

Ricardo Koeller: A Dedicação, a Ordem e a Honestidade a Serviço de Ilhota

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A história de Ilhota é construída por pessoas visionárias que dedicaram seu tempo e esforço ao bem-estar coletivo. Entre esses nomes, o de Ricardo Koehler , prefeito em meados da década de 70, brilha como um exemplo de administração baseada em princípios. Hoje, no blog Viva a Ilhota , abrimos um baú de memórias e resgatamos uma joia jornalística: uma entrevista concedida por Ricardo Koeller ao jornal "Gazeta do Vale" da cidade de Gaspar em 1975. O título da matéria, por si só, é um manifesto de gestão: "A dedicação, a ordem e a honestidade, são fatores exigidos na administração Ricardo Koehler em Ilhota." Mais do que apenas uma entrevista, o texto é um retrato de como a ética e o planejamento transformaram a realidade do nosso município. Total de votos na eleição de 1972 Os Pilares de uma Gestão Honesta Logo no início da conversa, Koehler define sua administração com números sólidos e uma filosofia clara. Ao falar de seu primeiro ano de mandato, ele não apenas citav...

Quando Gaspar brindou com chope e churrasco: lembranças da Chuchopfest de 1991

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Quem viveu o início dos anos 90 em Gaspar ainda lembra do aroma de churrasco no ar, das barracas coloridas, do som das bandas e da alegria que tomou conta da cidade naquele outubro de 1991. Era a Chuchopfest; a Festa do Churrasco e do Chope , que uniu tradição, amizade e um entusiasmo que até hoje desperta saudade em quem participou. A festa nasceu oficialmente pela Lei Municipal nº 1.285/1991 , aprovada especialmente para celebrar o espírito comunitário gasparense. A ideia era simples e certeira: reunir o povo em torno daquilo que Gaspar sabia fazer bem;  boa carne, bom chope e boa companhia . E assim foi. De 4 a 20 de outubro de 1991 , o município viveu dias de festa intensa, com mais de 80 estandes montados, desfiles, apresentações musicais e muita confraternização. Nos jornais da época, como o Cruzeiro do Vale , a Chuchopfest ganhava destaque nas páginas de cultura e sociedade. Falava-se em recordes de público, elogios à organização e na esperança de que a festa se tornasse u...

Ilhota Fashion Day: quando Ilhota desfilou sua alma.

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Era setembro de 2015. À beira-mar, o Estaleiro Guest House, em Balneário Camboriú, se transformou em uma extensão de Ilhota naquela noite. As luzes, o som, os tecidos e o entusiasmo davam o tom da 2ª edição do Ilhota Fashion Day , um evento que foi muito mais do que um desfile: foi o reflexo do trabalho, da criatividade e do orgulho de um povo que fez da moda uma forma de contar sua própria história. Naquele tempo, Ilhota já era reconhecida como a capital catarinense da moda íntima, praia e fitness (título conquistado há mais de uma década), mas o Ilhota Fashion Day trouxe algo novo. Era a chance de mostrar ao mundo o que nascia nos galpões, nas oficinas e nas mãos de costureiras que há décadas teciam sonhos de alta qualidade. “Mesmo em tempos de crise, Ilhota está buscando conhecimento, investindo na qualidade e capacitação” , disse o então prefeito Daniel Bosi, lembrando que o evento unia mais do que marcas: unia esforços e esperanças. Daniel Cristhian Bosi - Prefeito de Ilhota na é...

Ilhota Antes dos Belgas: Um Encontro com o Passado Profundo de Santa Catarina.

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Fala galera do Viva Ilhota. Imagine que, sob o asfalto prestes a ser duplicado de uma das estradas mais movimentadas de Santa Catarina, repousava um segredo de quase seis mil anos. Foi exatamente isso que aconteceu na cidade de  Ilhota , no Vale do Itajaí, onde a duplicação da BR-470 revelou um dos tesouros mais antigos do nosso litoral: dois esqueletos humanos de 5.880 anos . Este achado monumental, confirmado por datação em laboratórios dos Estados Unidos, está literalmente reescrevendo a história da ocupação humana em nosso estado. Extraído do Jornal: O Município O Tesouro Descoberto: Sambaqui Ilhota 2 Sambaqui em primeiro plano as margens da BR-470 em 2018 O local da escavação foi nomeado Sambaqui Ilhota 2 . Para o arqueólogo Valdir Luiz Schwengber , que coordena a pesquisa, o sítio nos transporta a um passado onde a geografia era diferente: " O local, chamado de Sambaqui Ilhota 2, era uma ilha no meio de uma laguna ", explica. Os sambaquis, marcos da ocupação pré-colonia...

Homenagem aos Professores de Ilhota e o legado da Professora Gianna

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15 de Outubro: Dia do Professor Hoje, a emoção transborda em Ilhota. Não é apenas um dia de festa, mas um momento de profunda gratidão e reconhecimento àqueles que dedicam a vida a transformar o futuro: nossos professores e educadores. Neste dia especial, queremos honrar o presente, inspirados pelo legado de quem semeou com tanto amor. É com o coração cheio de carinho que revisitamos a história de um desses pilares da nossa educação: a eterna Professora Gianna Piazza de Souza. Professora Gianna Piazza de Souza Funcionária de carreira, Gianna dedicou décadas de sua vida a Ilhota. Fosse na sala de aula, plantando a primeira semente do saber nos pequenos, ou na direção, guiando a escola com pulso e ternura, ela era uma força da natureza, uma educadora por essência. Seu impacto foi tão profundo que, anos após sua partida em 2009, o luto ainda é sentido por aqueles que tiveram a sorte de conviver com ela. Sua amiga e colega de profissão, Lorena de Oliveira Castelain uma professora tão quer...

Pe. Raulino Reitz: O Legado de Paciência e a Memória Viva do Morro do Baú

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  Antes mesmo de a palavra "ecologia" se tornar popular e antes de a legislação ambiental ser robusta, Ilhota já contava com um visionário que enxergava o valor inestimável da nossa Mata Atlântica. Estamos falando do Cônego Doutor Raulino Reitz (1919-1990), um padre, botânico e historiador que é, merecidamente, o Patrono dos Ecologistas Catarinenses . Pe. Raulino Reitz/Brusque Memória No nosso blog, dedicado a preservar a história, é essencial mergulhar na memória deste homem, cujo trabalho garantiu a preservação do nosso imponente Morro do Baú . Morro do Baú/ Ilha Belga Padre, botânico, historiador, fundador de diversas unidades de conservação e Patrono dos Ecologistas Catarinenses; a vida de Reitz foi um testemunho de dedicação. O Fundamento da Criação: Ciência e Fé O Padre Reitz enxergava a ciência como um instrumento de sua fé e do seu sacerdócio. Seu grande projeto, o Herbário Barbosa Rodrigues (fundado em 1942 em Itajaí), nasceu com o objetivo de catalogar 95% da flora...