30 anos do show dos Mamonas Assassinas em Blumenau: o dia em que a Prainha virou mar de gente.
Há exatos 30 anos, Blumenau viveu uma das noites mais marcantes de sua história musical — e talvez você se lembre dela. No dia 22 de outubro de 1995, a banda Mamonas Assassinas, que pouco depois conquistaria o Brasil inteiro com seu humor irreverente e energia única, subiu ao palco da Prainha durante o Skol Rock Festival. O que se viu foi uma multidão impressionante: cerca de 42 mil pessoas lotaram as margens do Rio Itajaí-Açu para cantar, rir e dançar junto com Dinho, Bento, Júlio, Samuel e Sérgio.
A apresentação fez parte de um festival que já era tradicional durante a Oktoberfest, mas naquele domingo foi diferente. O organizador Fabrício Wolff, em entrevista ao O Município Blumenau, contou que os Mamonas não estavam no line-up inicial:
“Foi um irmão meu que morava em Porto Alegre que me ligou um dia e perguntou se eu já tinha ouvido Mamonas Assassinas. Eu fui atrás, liguei pros caras e acabei fechando o show. Eles pediram R$ 8 mil, mas o sucesso cresceu tão rápido que quando fomos fechar de fato já era R$ 19 mil.”
O resultado compensou: o show entrou para a história da cidade. A banda subiu ao palco às 17h e levou o público à loucura com músicas como Pelados em Santos, Vira-Vira e Robocop Gay. Foi uma explosão de alegria num domingo que ficou para sempre na memória de quem estava lá.
| Nico Wolff (organizador), Dinho, Fabrício Wolff (organizador) e Bento, nos bastidores. Foto: Arquivo pessoal |
A revista Blumenau em Cadernos, publicada no dia seguinte, registrou o feito:
“DIA 24 – A Banda ‘Mamonas Assassinas’, de São Paulo, fechou com grande espetáculo na Prainha e a presença de numeroso público.”
Poucos meses depois, em 2 de março de 1996, o país inteiro choraria a trágica morte dos integrantes da banda em um acidente aéreo, interrompendo uma carreira meteórica. Mas o que ficou daquela tarde em Blumenau foi a lembrança da felicidade, da irreverência e da capacidade única que os Mamonas tinham de unir gerações.
E agora, três décadas depois, fica o convite:
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